sexta-feira, 27 de março de 2015

Vencedora do passatempo La Redoute

A felizarda que vai levar para casa um conjunto bonitão dos meus é............ (rufar de tambores) a Inês Ferreira! Parabéns, pá. Fica atenta à tua caixa de entrada, sim?

quarta-feira, 25 de março de 2015

Irritação

Os putos do colégio francês nas Amoreiras e os spots publicitários em que dizem encarnado em vez de vermelho. 

terça-feira, 24 de março de 2015

Fazer uma família*

Não é difícil ter um filho. Dar-lhe colo, alimentá-lo, ensinar-lhe a fazer o símbolo do rock com os dedos. Adormecê-lo, levá-lo a passear, dar-lhe banho e ter a certeza que tem as orelhas limpas.
Difícil é transformarmo-nos numa família. Uma família a sério, que come à mesa toda junta, que vai a sítios, que passa férias, que vai às compras ao supermercado. Porque no início despacha-se a criança, dá-se o banho, o jantar na cadeirinha alta e cama. Só depois é que tratamos de nós. Faço o jantar, ele põe a mesa e passeia o cão. Sentamo-nos a comer, a ver televisão e a conversar.
Tudo gira em torno dela, fazemos o possível para que ela esteja satisfeita, para que durma as horas que é suposto, para que coma sempre a horas. Não almoçamos fora ao fim-de-semana como gostaríamos porque ela tem de almoçar e dormir a sesta. Não a maçamos com idas ao supermercado, a menos que seja coisa rápida, tratamos a nossa filha como se fosse uma visita de cerimónia e parece que estamos sempre desejosos que a visita vá dormir para que possamos estar descansados. Mas por outro lado é uma chatice quando a visita dorme porque depois temos de esperar que acorde para podermos sair de casa. Só que a visita veio para ficar e a vida em família nem sempre cumpre horários nem regras. E a família é constituída por três pessoas e não duas. E essa dinâmica é, para mim, o mais difícil. Vê-la como parte da família em vez de um ser planeta cujos satélites somos nós. Encontrar-me no meio desta confusão que é ter uma criança em casa, de ser mãe, de ter de dizer que não, de ter de dançar em vez de andar porque a minha filha acha que vive num musical da Broadway e que eu sou uma jukebox.
De repente, comer ao mesmo tempo que ela – ou ela ao mesmo tempo que nós, à mesa – tornou-se num dos maiores desafios da nossa vida familiar. Tão grande que ainda não conseguimos atingir o objectivo. Também ainda não dominamos a mestria de estarmos juntos também quando estamos com ela – normalmente está um com ela e o outro a tratar de assuntos, ou estamos os dois virados só para ela porque a menina precisa de atenção a todo o instante e eu não quero que ela cresça com falta de confiança.

Não é difícil pôr um ser humano no mundo, difícil é deixá-lo fazer parte da família. Isso e conseguir que tenha as unhas limpas. 

* Ontem fui pregar para a Mãe é que Sabe.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Cá estamos

Estava aqui a tentar lembrar-me de quando era mais nova e não tinha dores no corpo. Agora tenho um colchão que me quer matar durante o sono e as dores no corpo são mais que muitas e tenho uma filha que apesar de ser levezinha gosta bastante de andar ao colo e às cavalitas e parecendo que não mói os ombros e os braços e toda eu sou dores.
Estava a tentar lembrar-me de quando tinha muitos dias de férias seguidos e não punha protector solar no Inverno. De quando a minha maior preocupação era ter pelo menos 10 numa frequência.
Estava a tentar lembrar-me de quando ia ao cinema uma vez por semana com a Maria. Quando todas os domingos víamos o Conta-me como Foi, mais a Mariana, embrulhadas em edredons e a comer M&M's.
Estava a tentar lembrar-me de quando passava horas numa esplanada a conversar e a fumar cigarros. De quando íamos de férias todos juntos para a Costa Vicentina, foi só há dois anos e parece que passou uma eternidade, e agora parece impossível de voltar a acontecer.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Quando parecer demasiado, lembrem-se disto*

- A terra gira a  1,674.4 km/h  sobre si mesma e demora 24 horas a fazê-lo. A nossa galáxia (Via Láctea) também está em movimento.
- A nossa galáxia está em rota de colisão com outra galáxia (Andrómeda). Estamos a dois milhões de anos luz de distância. Essa colisão pode resultar num imenso buraco negro.
- O sol é apenas uma estrela como as outras e como as estrelas também ele vai morrer numa incrível explosão e consequente buraco negro.** Mas antes de explodir vai matar toda a vida na terra à medida que for aumentando. Isto se não morrermos antes com o choque com a Andrómeda.
- A lua é o resultado de uma colisão entre a terra e um corpo com o tamanho de Marte. Aquele pedaço ficou para ali, suspenso, a olhar para nós. Não há qualquer razão para que isso não volte a acontecer.
- Existem entre 200 a 400 mil milhões de estrelas. Não no universo inteiro, apenas na nossa galáxia. - - Se cada uma dessas estrelas tiver um sistema solar como o nosso - ou maior - significa que é idiota pensar que estamos sozinhos. 
- Existem umas coisas chamadas Wormholes. Nunca ninguém lá entrou mas pensa-se que se o fizerem poderão viajar para outra galáxia. Há quem defenda que foram criados por seres mais inteligentes que nós como meio de transporte.

* e a Primavera chegou.
** o sol não se transformará num buraco negro mas sim numa estrela anã branca. Obrigada às leitoras atentas e ainda mais nerds do que eu. Nerds rulam.












quinta-feira, 19 de março de 2015

La Redoute, miga forever*

Quando era pequena tinha um gosto muito particular. Chamemos-lhe particular para não dizer assustador. Normalmente passava por vestir as minhas peças preferidas, mesmo que não condissessem. Raramente condiziam. Entre uma T-shirt do Mickey Fantasia que me dava pelos joelhos e uma saia castanha aos quadrados amarelos que gostava de usar com uma camisola cor-de-rosa às riscas cinzentas, valia tudo. E a minha mãe deixava, benza deus.
Hoje, a roupa para miúdos é um mundo de coisas giras. Como não tenho muita paciência para ir às lojas, perco-me online a fazer conjuntos que – incrível – condizem. 
Um dos sites que gosto de ver é o da La Redoute. A minha relação com esta marca é de muitos anos e começou com os catálogos. Quando recebia um em casa era como se me tivessem dado uma prenda de Natal. Encomendava sempre qualquer coisa (ainda hoje o faço, mas online). Tive uns tops de algodão que duraram anos a fio sem nunca ficarem feios ou com ar de trapo.
Ora a La Redoute tem uma nova colecção de Verão para criança cheia de coisas lindas de morrer e com desconto de 40%. E só por serem quem são, ainda levam um saco da Disney de oferta.
Vi estas leggings e fiquei louca. Se na minha altura houvesse coisas assim, teria sido bem mais popular na escola. A minha filha é que tem sorte.
Quando a La Redoute me propôs fazer um passatempo aqui no blog, nem pestanejei. Pus-me a brincar de personal stylist e fiz alguns conjuntos com a ajuda do meu imenso bom gosto e elevada técnica no Paint. As boas notícias é que vocês (sim, vocês) podem ganhar uma destas maravilhas.
Basta preencher este formulário até dia 25 de Março com os vossos dados e indicação se querem um conjunto de menina ou menino. O vencedor será escolhido de forma aleatória pela www.random.org e será anunciado dia 27.  Se isto não é incrível, não sei o que é.

* Só serão consideradas válidas as participações oriundas de Portugal Continental e Ilhas.
Os dados dos participantes serão utilizados para fins comerciais pela empresa patrocinadora.

































*Este post foi escrito em parceria com a La Redoute. Suponho que tenham percebido isso mas nunca é de mais sublinhar.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Revista de imprensa

- O arquitecto Saraiva continua a escrever bonitas crónicas que o enaltecem não só a ele, mas também o jornal que dirige. Os jornalistas que trabalham no duro devem ficar bem felizes.

- O que vale é que já responderam ao arquitecto.

- O movimento cívico de apoio a José Sócrates, cuja existência por si é já assustadora, fez um hino para José Sócrates. Ainda não parei de rir. E de chorar.


- Tanta celeuma por causa de uma capa de comics. por mim a Batgirl nem sequer devia existir. Façam mais super heróis mulheres, sim, mas originais, por favor. Eu sei que nos anos 60 a coisa era diferente mas estamos em 2015. Kill the bitch.

- Júlio Isidro salvou o programa da manhã da RTP em grande estilo. Hoje em dia nunca deixariam que uma pessoa com a aparência dele fizesse televisão. No entanto, até hoje, ainda não apareceu ninguém tão bom como ele. #páremdecontratarmodelosemausactoresparaapresentarprogramas

quarta-feira, 11 de março de 2015

Mea culpa

No outro dia, depois de uma reunião com quatro mulheres cheias de poder, má vontade e muitas opiniões, afirmei "é por isto que as mulheres não dominam o mundo". As mulheres no geral não devem ser confundidas com aquelas em particular. Peço desculpa por isso.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Já cá faltava o post das mulheres, ó caralho

A revista Máxima organizou uma paródia divertida em que pôs 100 homens portugueses de saltos altos como quem se põe no lugar das mulheres, que engraçado. 100 homens de stilettos a dizer que é muito difícil andar de saltos e “agora damos ainda mais valor às mulheres!”, assim mesmo com ponto de exclamação e tudo.
Pessoalmente adoro que se transforme a situação de desigualdade do sexo feminino, nomeadamente em termos salariais, que só daqui a 70 anos vai estar resolvido, num desfile de stilettos bonitos em pés 46. Porque já se sabe que a maior dificuldade de uma mulher é isso mesmo: estar bonita e equilibrada em saltos impossíveis. 
Ao mesmo tempo que isto acontecia, fiz 35 anos. Dia 8 de Março, todos os anos é assim: o mundo oferece flores às mulheres neste "dia especial", os maridos fazem o jantar um dia por ano ou levam-nas a passear, os cremes da cara fazem campanhas e descontos, as amigas juntam-se e vão jantar fora e à discoteca, a publicidade no geral dá os parabéns às mulheres - parabéns por serem quem são, por já poderem votar e isso - e eu acumulo mais um ano. 

terça-feira, 3 de março de 2015

Sem título

Sinto-me a flutuar no espaço, no meio de um vendaval, toda eu palpitações e apertos no estômago. Ando para aqui que não sei o meu lugar, não sei o que sou.
Passa-me tudo ao lado, a barbearia, os óscares, os vestidos, só sei da dívida do Passos Coelho e continuo sem perceber como é que não nos juntamos para partir esta merda toda, pernas do PM incluídas. Estou muito ocupada a tentar encontrar-me - perdi-me ali algures entre a maternidade e a profissão que já não tenho - mas para partir merdas estou sempre pronta. Isso e pagar as minhas dívidas, contribuições e impostos. Até porque a mim mandam emails a avisar.