quarta-feira, 27 de Agosto de 2014

A Menina do Mar, as férias e a fotografia aí em baixo

Não me lembro que idade tinha quando li "A Menina do Mar" mas lembro-me que quis muito conhecer aquela praia. A areia branca, as rochas com poças de água, as algas coloridas, a liberdade absoluta. Deve ser por isso que quando chego a uma praia que eu cá sei na costa vicentina, daquelas de difícil acesso e meia dúzia de pessoas, com rochas e poças de água do mar cheias de camarões, algas e peixes, fico  feliz como só uma criança sabe ser. A culpa é da Sophia.
Quando a minha filha tinha poucos meses de vida comprei-lhe um exemplar do livro porque o meu perdeu-se no tempo. Esta semana dei com ela sentada no quarto com o livro ao colo, de pernas para o ar. É que a minha filha só tem um ano e apesar de já gostar de livros, costuma escolher os de páginas grossas de cartão, cheios de bonecos coloridos. Mas desta vez pegou na "A Menina do Mar" e ficou com um ar muito sério de quem não percebe. Mal ela sabe a história maravilhosa que aquelas páginas guardam, à espera que eu a conte. Já falta pouco.
Este ano não fui àquela praia, não me sentei com os pés dentro das poças à espera que os camarões me viessem fazer cócegas. Não trinquei algas verdes, daquelas que parecem alfaces mas do mar, não nadei na água gelada nem torrei ao sol. 
Abro o Instagram e o Facebook - raios partam as redes sociais - e fico cheia de inveja das férias dos outros, tanta areia, mar, sol, restaurantes, vida fácil e boa.
Este ano planeei mal as coisas e não tive férias. Tive uns dias, três, de descanso numa altura em que o vento tornou as poucas horas que podíamos estar na praia, bastante deprimentes.
Este ano não comi sandes de atum na praia, não dormitei ao sol, não li à sombra numa cadeirinha de praia e estou quase inconsolável. Tenho a próxima semana de férias (em Setembro é que vai estar calor, vais ver, dizem) mas já não temos dinheiro para ir a lado nenhum. E estou quase inconsolável. 

segunda-feira, 25 de Agosto de 2014

quinta-feira, 21 de Agosto de 2014

O Universo é irónico como o caralho

Um amigo do gajo que começou a cena do ice bucket challenge morreu afogado a celebrar uma mega angariação de dinheiro.

terça-feira, 19 de Agosto de 2014

Há dias em que parece que o mundo me quer roubar

Ou é a puta da EDP que tem como política não avisar os consumidores da modalidade 'conta certa' de que andam a pagar menos do que consomem para depois lhes pedir balúrdios de acertos no final do ano ou quando se rescinde o contrato; ou é a La Redoute que anuncia saldos loucos e eu encomendo roupas para a miúda que eram baratíssimas, faço o check out e de repente vejo que encomendei uns calções a 19€, 19€ puta que pariu? Tenho a certeza que não custavam isso porque só escolhi as coisas mais baratas, ainda estou para ver o que aconteceu; ou é a TMN a mandar-me mensagens a meio do mês a dizer que excedi o plafond de minutos (enfiem os plafonds no rabo, estou cheia de vos ouvir); ou é o reforço da vacina não sei do quê da miúda que custa 70€; ou é a carne nos talhos que está pela hora da morte, uma pessoa compra três coisinhas e de repente pedem-lhe 15 euros e nenhuma destas coisinhas era rosbife ou bife do lombo; é a velha das flores do mercado de Campo de Ourique que além de não perceber um caracol de flores que às vezes pede 10 euros por molhos de flores que duram quase tanto como uma bola de sabão, ladra do cara*** nunca mais lá compro nada.

segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

quarta-feira, 13 de Agosto de 2014

Mete as lições no rabo

Não sei se são só os portugueses ou se é um flagelo mundial, mas desconfio que é mundial mesmo, coisa de humanos, a mania de dar sermões. É que enquanto os sermões forem dados aos peixes está tudo muito bem, ficam para lá enfiados dentro de água, ninguém se chateia e pronto. Mas o problema é que não há ser pensante que não goste de abrir a boca para encher os ouvidos dos seus pares com lições de moral ou chamadas de atenção por qualquer merda que lhe passe pela cabeça ou que o excelentíssimo considere estar mal. O senhor do restaurante dá sermões aos clientes que não reservaram mesa, o velho do jardim dá sermões às crianças que gostam de pisar a relva, o homem do gás dá sermões porque o contactaram muito em cima da hora e assim não pode ser, não é assim que se fazem as coisas, o taxista dá um sermão porque a distância é curta e assim é gozar com o trabalho dos outros, os pais dão sermões aos filhos adultos que até já têm filhos, o patrão dá um sermão porque acha que ser chefe é passar a vida a dar descascas como se os funcionários fossem crianças. Os humanos gostam muito de se tratar uns aos outros como se fossem meninos pequenos que precisam de ser ensinados e chamados à atenção, repetem as mesmas merdas de ideias vezes sem conta mas com palavras diferentes e eu dá-me um fogo por dentro - mas em mau - e só não explodo mais vezes porque tenho o dom de me desligar quando a conversa me aborrece. Mas às vezes fica o som irritante da voz da outra pessoa a ecoar no meu cérebro e fico muito cansada de repente, de cabeça cheia e dou um grito. Acaba-se o sermão ou começa-se uma discussão, dependendo do interlocutor mas o que eu queria mesmo era dar-lhe com um martelo na cabeça.

terça-feira, 12 de Agosto de 2014

É que não há maneira, raios partam

... das embalagens da película aderente funcionarem como é suposto, acabo sempre com um emaranhado de plástico colado às mãos, meio metro de película inutilizável.
De aquecer a sopa à temperatura comestível tiro um pouco antes e está fria em baixo, ponho mais tempo e sai a ferver capaz de provocar queimaduras de terceiro grau.
De vestir as calças de ganga rotas nas pernas sem enfiar o dedo grande do pé nos buracos e enquanto luto para me soltar desequilibro-me e quase que aterro com os dentes da frente no chão porque as mãos estão ocupadas a segurar as calças.
De estar na cozinha ou na casa de banho sem enrolar os pés no tapete e dar tropeções a cada cinco minutos.
De acertar com os caminhos que já fiz 350 vezes quando estou com pressa.
De dizer salsicha como deve ser em vez de salxixa como uma bimba.
De escrever uam em vez de uma.
De me lembrar de me desviar do fumo/vapor nos olhos cada vez que abro o forno.
De abrir as embalagens dos medicamentos do lado da bula. Sempre. Tipo, sempre.


segunda-feira, 11 de Agosto de 2014